
Kovalainen rodando, Fisichella espalhando pela direita e Heidfeld passando pela esquerda. Essa foi a primeira a primeira emoção que Interlagos me reservou na minha estréia em um GP do Brasil de F-1.
Eu vi essa cena assim, de frente. Estava em uma arquibancada da hora, no maior bem-bom, ali na descida do S. Conseguia ver toda a aproximação e redução dos carros para contornar a curva em descida e a aceleração para entrar na reta oposta. Para quem nem gosta de corridas, já é algo legal. Imagine para quem Curt, como eu? Indescritível.
Essa rodada aí foi logo depois da largada, em que Barrichello se manteve na frente de Webber. Descendo o S, começou o enrosco! Depois, na reta oposta, mais bagunça. E logo o Safety Car foi acionado, para sorte de Button.
Ali, quietinho no meu lugar, percebi na hora que as chances de Barrichello tinham ido para o espaço. Aliás, uma constatação: o brasileiro não empolga. Melhor, seu jeito de guiar não empolga. Não estou discutindo eficiência, mas parece que ele não “ataca” as curvas, as zebras... E como é mais bonito de ver o estilo de Vettel, de Hamilton, de Alonso, de Kobayashi! Esse japonês sim, parece promissor. O moleque guiou demais e foi uma pena ter terminado fora dos pontos. Um crime! Segurou Button, fez o Nakajima correr poeira... Fez um corridão!
No final, deu o esperado. Webber na frente e Button campeão. O inglês fez uma grande corrida, talvez a melhor desde a Turquia, e mereceu ficar com o título (mais pelo que fez na primeira metade da temporada). Barrichello, é bom dizer, merece todos os elogios. Tido como acabado, mostrou-se competitivo principalmente do meio para o fim do ano. Quanto á corrida de Interlagos, pode-se dizer que ele é um “bom rapaz, mas sem sorte.”
Eu tentei aproveitar ao máximo todos os momentos que vivi esse circo ao vivo, ali do meu cantinho. Cara, passou tanta coisa pela minha cabeça... Minha infância, quando ia comprar pastel na feira com meu pai pra depois assistir à corrida. Minha adolescência, andando de bicicleta e me sentindo o Senna... Foi bom demais ver tudo isso ao vivo.
Tomara que venham mais experiências como essa.


Lógico que, em momentos como este (e principalmente depois da morte quase inacreditável do garoto Henry Surtees na F-2), os brados por segurança ficam cada vez mais altos. Agora, o que aconteceu com Massa não foi nada muito além de uma grande fatalidade. Óbivo que existirão, a partir de agora, muitas idéias e projetos para proteger a cabeça dos pilotos em cockpits, como ocorreu em razão da morte de Senna. Entretanto, quais as possibilidades de ser atingido por uma mola (não tão pequena assim, como é possível perceber na foto) direto no capacete? Fatalidade na minha opinião.



