19/10/2009

Interlagos



Kovalainen rodando, Fisichella espalhando pela direita e Heidfeld passando pela esquerda. Essa foi a primeira a primeira emoção que Interlagos me reservou na minha estréia em um GP do Brasil de F-1.

Eu vi essa cena assim, de frente. Estava em uma arquibancada da hora, no maior bem-bom, ali na descida do S. Conseguia ver toda a aproximação e redução dos carros para contornar a curva em descida e a aceleração para entrar na reta oposta. Para quem nem gosta de corridas, já é algo legal. Imagine para quem Curt, como eu? Indescritível.

Essa rodada aí foi logo depois da largada, em que Barrichello se manteve na frente de Webber. Descendo o S, começou o enrosco! Depois, na reta oposta, mais bagunça. E logo o Safety Car foi acionado, para sorte de Button.

Ali, quietinho no meu lugar, percebi na hora que as chances de Barrichello tinham ido para o espaço. Aliás, uma constatação: o brasileiro não empolga. Melhor, seu jeito de guiar não empolga. Não estou discutindo eficiência, mas parece que ele não “ataca” as curvas, as zebras... E como é mais bonito de ver o estilo de Vettel, de Hamilton, de Alonso, de Kobayashi! Esse japonês sim, parece promissor. O moleque guiou demais e foi uma pena ter terminado fora dos pontos. Um crime! Segurou Button, fez o Nakajima correr poeira... Fez um corridão!

No final, deu o esperado. Webber na frente e Button campeão. O inglês fez uma grande corrida, talvez a melhor desde a Turquia, e mereceu ficar com o título (mais pelo que fez na primeira metade da temporada). Barrichello, é bom dizer, merece todos os elogios. Tido como acabado, mostrou-se competitivo principalmente do meio para o fim do ano. Quanto á corrida de Interlagos, pode-se dizer que ele é um “bom rapaz, mas sem sorte.”

Eu tentei aproveitar ao máximo todos os momentos que vivi esse circo ao vivo, ali do meu cantinho. Cara, passou tanta coisa pela minha cabeça... Minha infância, quando ia comprar pastel na feira com meu pai pra depois assistir à corrida. Minha adolescência, andando de bicicleta e me sentindo o Senna... Foi bom demais ver tudo isso ao vivo.

Tomara que venham mais experiências como essa.

16/10/2009

Sensacional

Passou muita água debaixo da ponte desde o último post. Muita mesmo! E pra variar, não escrevo neste espaço com a regularidade que ele merecia, em função d aminha paixão arrebatadora por velocidade.

Rubinho com chances, ainda que remotas, de ser campeão. Alonso na Ferrari em 2010. Briatores extirpado da F-1 como um câncer. Massa ansiosos por voltar. Bruno Senna podendo estrear. E Interlagos podendo decidir o título mais uma vez - e agora, a favor de Button.

O mais bacan de tudo isso? Até que enfim, vou estrear na F-1 em Interlagos! Depois de bater na trave algumas vezes, chegou a hora de eu ver o circo ao vivo, ali no S do Senna, e vibrar com cada freada, cada ultrapassagem.

Sensacional! Depois conto como foi.

10/09/2009

The house is down


Agora a casa caiu de vez para Nelsinho Piquet. Por mais que ele tenha garantias da FIA que não sofrerá punições ou represálias pelo acidente deliberado no GP de Cingapura do ano passado, o circo da F-1 costuma ser implacável em situações deste tipo.

Para mim, a carreira dele acabou na F-1 depois desta carta-confissão. E de boa: ele deveria sim, ser punido. mesmo sendo réu-confesso, deve pagar pelo que fez. No depoimento à FIA, Nelsinho diz que só ele, Symonds e Briatore sabiam. Alonso foi poupado.

Triste fim esse o de Piquet. Creio que a carreira dele não ficou apenas manchada. Acabou, mesmo.

04/09/2009

De quem é o macacão?


Olhe bem a bandeira no macacão que o Fisichella está vestindo... Seria do Marc Gené ou do Alonso?

Restaurant Week - Qual o menu de hoje?

Extraído do site da Nova Semente

Um dos eventos mais comentados nos últimos dias é o “Restaurant Week”, um festival gastronômico que teve início em Nova York e se espalhou para o resto do mundo. A intenção é promover os restaurantes participantes, que oferecem um menu degustação por um preço mais acessível que o usual. Além disso, no Brasil, parte da renda é revertida para projetos de responsabilidade social.

Em tempos de consumismo desenfreado, transportamos o desejo e o imediatismo modernos para nossa vida espiritual. Desejamos que Deus nos sirva como um garçom, atendendo nossos pedidos porque temos a pretensão de saber o que é melhor para nós. Exigimos bênçãos como se estivéssemos optando por um prato de cardápio. Se experimentamos algo desagradável, passamos a criticar, barganhar e exigir de Deus o que queremos. Temos uma atitude semelhante à de Lúcifer, que no Céu palpitava que as coisas deveriam ser assim ou assado, conforme ele queria e por isso, se rebelou.

A ideia de adaptar a vida espiritual ao nosso gosto é totalmente incoerente com o que Deus nos oferece. É certo que Cristo não veio ao mundo para ser servido, e sim para servir, mas este conceito foi desvirtuado. O rabino Abraham J. Heschel, em seu livro “Deus em Busca do Homem”, apresenta um raciocínio interessante: uma bênção é uma oportunidade que Deus nos dá para conhecê-Lo melhor e Ele se revela através do tempo e da história, tempos de paz e de guerra, tempos de choro e risadas (Eclesiastes 3). Somente após termos a experiência completa, do aperitivo à sobremesa, que entenderemos porque o “Grand Chef” temperou nossa vida com algumas ervas amargas.

Enviada por: Marcos Almeida Vieira

03/09/2009

As chances de Barrichello

Uma vitória irrepreensível no GP da Europa e uma largada pífia na Bélgica. Dentre os dois, qual o verdadeiro Barrichello? Nenhum, na minha opinião.

No GP da Europa, em Valência, o brasileiro sentou a bota e fez uma ótima corrida. Entretanto, é claro que foi diretamente beneficiado pela cagada da McLaren com o Hamilton, nos boxes. Já em Spa-Francorchamps, com a torcida carregada de esperança, ele teve uma largada bisonha, caindo para a última posição, mas desde as primeiras voltas foi agressivo e fez uma bela corrida de recuperação.

Acho que o verdadeiro Barrichello é uma mescla entre esses dois. O brasileiro é rápido, bom acertador de carros, mas dificilmente consegue ser regular por muito tempo. E em um campeonato que nos últimso dois anos foi decidido por um mídero ponto, regularidade é tudo.

Ainda dá tempo de Rubinho ser campeão. Lógico que dá, ainda mais em razão do momento ruim de Button. Entretanto, ele próprio precisa acreditar, ser ousado e contar com um pouco de sorte, que não faz mal a ninguém.

Fisichella
Os veteranos ressurgiram de vez na F-1. Depois de Button, Barrichello e Webber, é a vez de Fisichella. O italiano realizou seu sonho e vai sentar o fiofó no cavalinho de Maranello até o final do ano.

O cara fez uma linda corrida em Spa e se vendeu muito bem. Meece a chance, como italiano que é. Boa sorte ao Físico!

27/07/2009

De volta à labuta


Lá se vão dois meses desde meu último post. Muita coisa aconteceu no mundo da velocidade neste tempo, em especial na F-1.

Entre ameaças de um racha generalizado, da debandada de equipes tradicionais e da criação de outra categoria, fica tudo como está. Ou mais ou menos como está, dependendo do que ainda acontecer no braço de ferro triplo entre Max Mosley X Montadoras X Bernie Ecclestone.

Da última vez em que estive por aqui, ainda falava sobre Mônaco. Depois disso, tivemos os GPS da Turquia, Inglaterra, Alemanha e Hungria. O último, por sinal, muito triste para a terra brasilis em vários sentidos.

Vimos a bradada supremacia da BrawnGP começar a ruir, a arrancada voraz da Red Bull, o crescimento de Ferrari e McLaren, a crise de Nelsinho Piquet na Renault e os resultados pouco expressivos de Barrichello na sua (ainda) luta por uma vitória e briga pelo título.

Depois de Hungaroring, em especial, as perspectivas brasileiras para este ano pareceram cair por terra de vez. Se o torcedor nunca se apaixonou por Nelsinho Piquet e já não acreditava mais no discurso de Barrichello, o acidente de Massa foi um verdadeiro balde de água fria.

Lógico que, em momentos como este (e principalmente depois da morte quase inacreditável do garoto Henry Surtees na F-2), os brados por segurança ficam cada vez mais altos. Agora, o que aconteceu com Massa não foi nada muito além de uma grande fatalidade. Óbivo que existirão, a partir de agora, muitas idéias e projetos para proteger a cabeça dos pilotos em cockpits, como ocorreu em razão da morte de Senna. Entretanto, quais as possibilidades de ser atingido por uma mola (não tão pequena assim, como é possível perceber na foto) direto no capacete? Fatalidade na minha opinião.


O mais importante agora é torcer pelo Massa fora das pistas, para que ele possa ficar bom em breve. Firme e forte. E penso que os que torcem por ele nem devem se preocupar com especulações quanto a possíveis substitutos do brasileiro. É algo natural. O bom é que, restabelecido e com o carinho do povo, Massa tem todas as possibilidades de pisar forte no acelerador e dar muitas vitórias para comemorarmos.

Quanto à Barrichello, acho um cara super legal. Mas já deu, infelizmente. E Nelsinho, a se confirmar que perdeu o emprego (o que deve acontecer logo), terá muitas portas fechadas na F-1.

Só me resta torcer pelo Nakajima, por enquanto.

25/05/2009

Mônaco e Indianápolis


Domingo movimentado nas pistas. No mesmo dia, de novo, nada menos que duas das mais tradicionais provas do automobilismo: o glamouroso GP de Mônado, pela F-1, e as 550 Milhas de Indianápolis, pela F-Indy.

Em Mônaco, como era de se esperar, o que se viu foi uma corrida insossa. Talvez a maior emoção tenha ficado por conta da largada, em especail com o salto de Rubinho para a 2ª posição, ultrapassando Raikkonen. Aliás, a única ultrapassem pra valer da corrida, que pareceu mais um cortejo funebre por longas e longas voltas.

Button, largando da frente, guiou bonito novamente e abriu uma larga vantagem sobre o brasileiro, sacramentando mais um vitória (a quinta no ano) e rumando para um campeonato que parece estar no papo. Seu principal rival é o próprio Rubens, que não parece páreo para o inglês e segue dando suas desculpa (in)convenientes.

Ponto positivo para a Ferrari, que fez 3º e 4º com Raikkonen e Button. Parece que a coisa está melhorandopara os lados de Maranello. Quem involuiu, se é que isso é possível foi a McLaren. Mônaco foi uma prova para a equipe esquecer. Alonso, em uma Renault que não evolui, chora cada vez mais alto por uma vaga na Ferrari (a de Raikkonen) e Piquet, desta vez, não teve culpa pela traulitada de Buemi, que o tirou da corrida.

Mnmaco, por um lado, não é parâmetro para medir as forças das equipes. Por outro, porém, separa os corajosos - aqueles que pilotam com a faca nos dentes - dos "mela-cueca. Button, definitivamente, parece fazer parte do primeiro time.


Se em Mônaco os brasileiros ficaram a ver navios, em Indianápolis a história foi diferente. Hélio Castro Neves exorcizou de vez os fantasmas e faturou, pela terceira vez, as 500 milhas. Um feito memorável, principalmente por ser o único não-americano tricampeão da prova.

Prestes a passar bons anos no xilindró, Castro Neves livrou-se das acusações de sonegação de impsotos, recuperou sua vaga na Penske, fez duas corridas ótimas e agora lavou a égua de vez. E pelo amor de Deus, Helinho: pague os impostos sobre o prêmio!

11/05/2009

E o Rubinho?

Dois vídeos autoexplicativos.



10/05/2009

Vitória da estratégia


Para começar, vale dizer que o GP da Espanha foi um saco. Como de costume, diga-se de passagem. Exceto na largada e na última volta, foram poucas ultrapassagens e, portanto, pouca emoção na pista.

Mais uma vez, o carro sobrenatural da Brwn esteve muito acima das expectativas. Eu particularmente, acreditava que a Red Bull viria forte e, provavelmente, com o melhor carro do grid. Para minha surpresa, os carros de Ross Brawn continuam quase imbatíveis.

Aliás, depois da corrida em Barcelona, o campeonato se desenha quase que certamente para a Brawn. A tão esperada temporada européia começou sem que as “outrora” equipes grandes conseguissem evoluções significativas nos bólidos. E se o campeonato é da Brawn, é também de Jenson Button. Em cinco provas disputadas, o inglês já levou quatro canecos para casa. Realmente um fenômeno, para quem, diziam, estava morto e enterrado para a F-1.

Esta corrida, em especial, foi uma vitória da estratégia de Button (de seu engenheiro, de Ross Brawn e da falta de velocidade de Barrichello). O inglês venceu o GP da Espanha mesmo após perder a primeira posição para Rubens Barrichello na largada, tudo graças às suas duas paradas nos boxes contra as três feitas pelo brasileiro. Ex-leão de treino, Mark Webber completou o pódio – que seria de Felipe Massa, não tivesse a Ferrari errado no cálculo de combustível do brasileiro.

Barrichello, como nos velhos tempos, largou bem e com chances de abrir uma boa vantagem. Mas graças a uma traulitada de Alonso em Rosberg, às portas do pelotão da merda, o Safety Car teve que entrar na pista. Depois do acidente e da saída do carro de segurança, a Barrichello manteve a liderança, com Button e Massa logo atrás. A partir daí, a corrida foi bastante monótona. A atenção ficou voltada para a dupla da Brawn por conta da mudança de estratégia feita por Button, que decidiu fazer apenas duas paradas nos boxes, contra os três pit-stops previstos anteriormente — e mantidos pelo brasileiro..

Foi o pulo do gato para Button, que contou com a falta de velocidade de Barrichello (criticado por Ross Brawn, inclusive) para vencer a prova. Com a quarta vitória em cinco provas, o inglês Button abriu uma grande vantagem sobre Rubens: 41 pontos a 16. Ou seja: mesmo que Barrichello comece a reagir, já será tarde demais.

O campeonato tem dono. E o nome dele é Jenson Button.

P.S.: E a McLaren, hein? Como andou para trás...